Joan
Miró
Español - Portugués
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Ambrosia
/ Ambrósia
Prefácio: Izacyl Guimarães Ferreira
selección poética originalmente escrita en portugués,
Ambrosia ou licor que conferia a imortalidade a quem o bebesse; dizem os brâmanes que pela posse desse maravilhoso licor houve grandes lutas entre os bons e os maus gênios. Mitologia Indiana. Fonte de pesquisa: "Diccionário das Mitologias Européias e Orientais", de Tassilo Orpheu Spalding Ambrosía o licor que concedía la inmortalidad a quien lo bebiera; dicen los bramanes que por la posesión de ese maravilloso licor hubo grandes luchas entre los buenos y los malos genios. Mitología Hindú. Fuente de búsqueda: "Diccionario de las Mitologías Europeas y Orientales", de Tassilo Orpheu Spalding
BEBER A IMORTALIDADE Izacyl Guimarães Ferreira Toda obra de arte carrega a aspiração à imortalidade, embora os cemitérios guardados pelas várias musas estejam superlotados de anonimatos. Uma injustiça do tempo, pois toda pessoa tem o direito de tentar afrontar os deuses, de tentar alguma forma de perenidade, senão a eternidade. Através da arte ou mesmo só de crenças, na reencarnação ou no paraíso. Num mundo de bilhões, além das almas não recenseadas, haja espaço para tanta “gente” e tanta pintura e canção e poesia. Tanto grafito e espetáculo. Que fazer para sobreviver, como tentar gravar o nome na memória do mundo dos vivos? Mas há os mitos e neles nos amparamos para enfrentar os deuses, seja para persuadi-los, seja para imprecarmos contra seus ocultos desígnios. Um desses artifícios é o que inspira José Geraldo Neres. O do poder do licor ambrosia, aludido no início destes seus textos, inspirados na mitologia indiana. O poeta revela nos seus textos, algo misteriosos, que terá provado amostras do licor maravilhoso, pois suas palavras estão carregadas de provocações ao sonho, à magia, na procura de um amor espiritualizado mas carnal, claramente carnal, como a propor que a desejada imortalidade fosse mesmo a do aqui e do agora, concreta e real, não uma transformação a naturezas que apenas podem ser imaginadas. Isso é o que parece demonstrar, ao terminar seu livro com a palavra gênesis. Começar de novo? Tal, a sonhada imortalidade? Carregar para esse reino do depois as armas e as carnes conhecidas do hoje? O mito do eterno retorno está nesta audácia de terminar dizendo gênesis. Ponderemos algo sobre a poética de José Geraldo Neres, adepta do mínimo alusivo e confiante no poder encantatório da brevidade. Pois há todo um campo da imaginação e da poesia que parte do real e o abandona para habitar o onírico, o hipnótico, o não lógico, buscando na invenção, no ocultismo, no mágico, as palavras que sobrevivam ao desgaste de seu uso corrente. Uma poesia que rejeita as formas do visível e parte para a viagem do imaginário absoluto. Às vezes, como Neres, com textos mínimos. Creio que Neres transita à vontade por este campo, alheio aos apelos do real, quando escreve, e como aquela “criança na névoa do tempo” brinca, faz o jogo dos deuses, que é o de jogar conosco, e “navega”, diz ele, “na barca desejo”, e baila entre estrelas, nos limites dessa sonhada terra da imortalidade, que vai tentando transpor num transe “palavreiro”. Esta é uma poética de risco e Neres não a teme. De risco, digo, pois requer a cumplicidade do leitor para viajar por territórios desconhecidos, e a citada barca é feita só de palavras, poucas, de trechos de sonhos. Os artistas plásticos têm a vantagem de uma linguagem que não recorre à prosa utilitária. Como os músicos. Já o poeta tem que vencer a barreira do sentido usual. Este o seu risco, o ter de reinventar a roda em cada poema. Uma roda útil, que seja bela. (Sigam minhas aspas no próprio texto do autor, em trechos do livro, que pode ser lido como um poema único.) Neres, “sem estratégia, sem medo-amanhã” se entrega à “caçadora”, corre o risco da grande aventura que é o verso nosso de cada dia. Em busca da imortalidade que os deuses parecem reservar para poucos. Nesta busca vamos todos, escrevendo, lendo, quem sabe crendo. Um modo de fugir das certezas, ou das incertezas, viver outra vida. Que você, leitor, mereça “navegar” com ele. Aproxime a taça e beba, devagar, sufruindo, sua licorosa ambrosia. Izacyl Guimarães Ferreira - Poeta, ensaísta e tradutor de poesia.
Brinca a criança
Juguetea el niño
"yo"
niño
fruto pecado
Renovo
con
trenzas de árbol
Parte II
un
rumbo
Ápice
(gotas insanas)
relieve sin tramas
Outrora
Cântico
Ambrosia
Blues
Carmim
(ojos-tempestad)
quimera
piedra de fuego
génesis
enCanto
enCanto
en
la puerta
reina-mujer alimenta
tatua su mapa
en
la barca-deseo
sin
estrategia
avalon
O
autor:
José Geraldo Neres -
domingo de cuatro de diciembre, 1966
(Garça/SP/Brasil), la primera morada
"2º
lugar" en la 3ª Muestra de Artes de la ciudad de Diadema - Premio
Cultural Plínio Marcos,
modalidad literatura(poesías: Dorso de luna y En la piel del sol).
"Mención Honrosa" en la 3ª Muestra de Artes de la ciudad de Diadema -
Premio Cultural Plínio Marcos
con el cuento Fragmentos de Pétalos. (Julio/2003). Finalista del -
Mapa Cultural Paulista –
Literatura; poesía, clasificado para fase provincial-2003/2004(son 700
ciudades, siendo clasificado
treinta poetas para la final en 2004). Antologias Poéticas(brasileiras): "Alabastros" (Março/2002) e "Tempos Perplexos - Poética Social" (Depto Cultura de Diadema, Diadema/SP - Agosto/2002), "Certas Cartas e Cartas Certas e outros poemas" Antologia bilíngüe (português e español) sem previsão de lançamento. "Onze autores da Web" (Ottoni, 2003). “Roda Mundo, Roda gigante”, Antologia Internacional será lançada dia 29/7/2004. (Editora Ottoni). E-book: “Pássaros de Papel em Nuvens de Algodão” -- Autores: José Geraldo Neres e Clevane Pessoa de Araújo Lopes. (AVBL - www.josegeraldoneres.ebooknet.com.br )
Poemas
editados
na Revista “CULT” edição nro 78, ano VI, março de 2004(sendo apresentado
pelo poeta, tradutor, ex-presidente da UBE Cláudio Willer), na
Revista A Cigarra (ano 20 nro 37), Nozarte (ano VII, nro11, 2002 -
editores: Ricardo Alfaya e Amelinda Alves, Rio de Janeiro), Metamorfose
(Revista de cultura e literatura Geral, ano 1, nro 1, USP), Revista
LOTE(Argentina),
Revista Cultural Yuku-Jeeka (viento de lluvia) México,
Suplemento cultural diario “Del Yaqui” (México).
Edición
4 de la revista “HORIZONTE DE PALABRAS” (Nicaragua). Antología de haikais:
"Terebess Asia Online (TAO) - Haiku International // Haicaístas
brasileiros" http://www.palavreiros.org/festivalmundial/home.html http://www.palavreiros.org/josegeraldoneres.htm Izacyl Guimarães Ferreira - Nasceu e viveu por muitos anos no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Manuel Bandeira, Alceu Amoroso Lima, José Carlos Lisboa Hélcio Martins, Cleonice Berardinelli e Augusto Meyer, na FNF da UFRJ, na antiga sede da Esplanada do Castelo. É poeta, ensaísta e tradutor de poesia. Ex-publicitário, trabalhou também em TV e Vídeo, sendo co-autor de um Dicionário de Mídia, com Neyza Fugler, editado pela Rede Globo. Como redator e diretor de agências de propaganda operou no Brasil, no Rio e em São Paulo, e no exterior - Estados Unidos, Uruguai, Venezuela e Peru. Entre 1984 e 1999 prestou serviços ao Ministério das Relações Exteriores como Diretor do Setor Cultural de Embaixadas e de Centros de Estudos Brasileiros no Uruguai, na Costa Rica e na Colômbia. No exercício destas funções promoveu aspectos da cultura brasileira e intercâmbios literários e artísticos nos países citados. Parte deste trabalho se refere a traduções de autores brasileiros para o espanhol tais como: Drummond, Bandeira, Murilo, João Cabral, Ferreira Gullar, e de poetas hispânicos para o português, entre os quais San Juan de la Cruz, Jorge Guillén, Pedro Salinas, Rafael Alberti, Soror Juana Ignez de la Cruz, Octavio Paz, Jaime Sabines, Juan Tablada, José Asunción Silva, Amanda Berenger e Washington Benavides.
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